quinta-feira, 22 de novembro de 2012

VERTIGEM E FISIOTERAPIA


   


Você tem tonteira quando roda a cabeça para um dos lados? Quando se deita ou levanta 

de um determinado lado? Quando rola na cama para mudar de lado?

Você pode ter um tipo de labirintite muito comum e de simples tratamento:

A VPPB - Vertigem Postural Paroxística Benigna.

Existem algumas formas de vertigem ou o que popularmente chamamos de labirintite.

Entre elas temos a VERTIGEM POSTURAL PAROXÍSTICA BENIGNA (VPPB) que aparece

quando rodamos a cabeça para um lado e depois disso temos a sensação de tonteira por

aproximadamente 40 segundos, associada ou não a sensação de náuseas.

Como o próprio nome diz é benigna e sua causa é a “migração” de cristais de cálcio

 (otólitos),que normalmente estão no ouvido interno, para o ouvido médio onde o “meio”

 é mais viscoso e por isso os “cristais” se depositam mais lentamente provocando a

 sensação de tonteira.

O tratamento é FISIOTERAPÊUTICO, através de uma manobra chamada manobra de

 Epley, através da qual o fisioterapeuta recoloca esses pequenos cristais novamente no 

ouvido interno.

O sucesso é de aproximadamente 90% na primeira manobra, que é relativamente simples

e totalmente inofensiva, não causando nenhuma espécie de alteração em outros sistemas

vestibulares (labirintites).

O diagnóstico normalmente é feito pelo médico ou fisioterapeuta através de anamnese

(observação dos sintomas relatados) e de uma manobra chamada Dix Hallpike, para 

observar se o paciente apresenta nistagmo (movimento involuntário dos olhos) comum

 na VPPB.

Em resumo, se você tem uma tonteira que dura menos de 1 minuto, que 

acontece quando você modifica a posição da cabeça e que começou 

repentinamente, você pode ter a VPPB e também a possibilidade de um 

tratamento simples e sem medicamentos!!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Dicas para evitar dores ao sair da cama


Tomamos emprestado do genial Quino; será que Manolito tinha dor ao sair da cama?!


É freqüente a queixa de dores ao acordar de manhã. Trocamos de cama, de colchão, de marido!,de mulher!, mas a dor continua. Mudanças de atitude e exercícios simples podem ajudar em alguns casos.

1- Antes de dormir

     a) um banho relaxante pode "limpar" a tensão do dia.
     b) espreguiçar suavemente (como os gatos) ajuda a diminuir a tensão muscular e alinhar o corpo para um melhor descanso
     c) usar placas dentais é recomendável para quem aperta os dentes durante o sono. Consulte seu dentista.
     d) evitar beber antes de dormir. Tente beber mais durante o dia. Epa!  estamos falando líquido não alcoólico!
     e) criar um entorno relaxante antes de dormir.

2- Durante o sono

    a) colocar travesseiros e almofadas para ficar mais confortável e evitar compressões.
    b) mudar de posição durante a noite.

3- Ao acordar

     a) espreguiçar suavemente ( sim, como os gatos). Bocejar.
     b) fazer alguns exercícios indicados para você. Pergunte a seu/sua fisioterapeuta ou professor/a de educação física. Cada pessoa tem exercícios que se ajustam às suas características pessoais. Cinco minutos resolvem!
     c) levantar de lado. Colocar as pernas para fora da cama e levantar o corpo relaxado lateralmente, apoiando no braço. A cabeça levanta por último. Se possível levantar um dia de cada lado.
    c)  sentar na cama uns minutos antes de levantar descomprimindo a coluna e levando o peso aos pés.

Se após estes cuidados continuar com dor procure seu médico e fisioterapeuta. Dor não é normal . É sinal que existe algum problema, em geral fácil de resolver no início.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O FIM DOS ABDOMINAIS?


Todo ano aparece uma nova receita para emagrecer e uma nova modalidade de exercícios anti-barriga. Obviamente os do ano anterior fracassaram, mas ninguém tira conclusões e a nova mágica substitui à antiga. Li o artigo “O fim dos abdominais” publicado pela Vejinha e pensei: mais uma receita mágica e perigosa!
Teve a época da musculação que até contava com “evidência cientifica”, porém ficou evidente que a musculação lesionava muita gente, em parte pela compressão articular. Foi então a vez do alongamento; infelizmente também aconteceram lesões; desta vez em parte eram distensões. A fama veio para o Pilates, em grande difusão atualmente, e que já deu seus frutos de lesões principalmente em ombros e quadris. Agora é a vez do core training que também conta com o aval da evidência cientifica.
O problema não é o exercício proposto que até pode ser bom para alguns. O conceito de receitas mágicas e universais é que está errado. E também a forma em que se fazem esses exercícios. O exercício deve ser adaptado para cada pessoa, realizado harmonicamente e sem dor. Um exercício para uma parte do corpo não pode lesionar outra!
Vejamos os exercícios:
1              1- Flexão com Roda
Uma antiguidade reciclada. Ganhador do Oscar das lesões. Sem um bom controle cria muita tensão cervical, nos ombros, músculos trapézios. É tão difícil que até a modelo, que devemos supor é bem treinada, faz o exercício com grande tensão nessa região. Em pessoas com pouco controle abdominal pode causar compressão na região lombar. Sem falar do risco de cair de rosto para o chão para indivíduos que não tem controle muscular e não conseguem frear a rodinha. A volta à posição inicial também pode trazer stress às articulações cervicais (pescoço) e lombares. Perigoso também para quem já tem lesão nos ombros.

2- Prancha
        Menos agressiva que a anterior pode ser também perigosa para indivíduos não   treinados ou que não controlam sua tensão cervical. Na maioria das pessoas é preciso de um condicionamento prévio para evitar lesões cervicais e/ou lombares. Com controle e efetuado corretamente é um bom exercício. O tempo proposto de 45 segundos também é para  atleta!! 
                
         3-Ponte Lateral
Aqui também existe risco de tensão cervical excessiva. Pessoas sem bom controle     muscular podem oscilar perigosamente colocando em risco a articulação do ombro e o famoso manguito rotador. Também precisa de um condicionamento prévio para ser efetuado corretamente.
        4-Perdigueiro
 Outro exercício que requer um treinamento prévio para ser efetivo. Sem bom controle arriscam-se pescoços e colunas lombares. Os ombros devem estar com boa mobilidade e força muscular para suportar o peso em equilibração e para elevar o braço sem maior tensão para ombros e cervicais. Uma coxa excessivamente elevada também pode trazer encurtamento de glúteos, com dores parecidos a ciatalgia, e compressão das vértebras lombares.
        5-Ponte Inversa
 A coluna cervical tem uma curvatura aberta para trás. O exercício pode ser perigoso para indivíduos que têm diminuição ou até inversão desta curvatura ao estimular lesões como a hérnia de disco. Tem uma forma correta de elevar a coxa e os braços que deve ser aprendida antes de realizar o exercício para não provocar outros problemas articulares e musculares.






os exercícios da Veja Rio: http://vejario.abril.com.br/edicao-da-semana/novos-abdominais-692746.shtml







terça-feira, 17 de julho de 2012

Engatinhar? Para que?





Parece tão simples! Quase uma perda de tempo... Com um bom estímulo o bebê pode andar sem precisar engatinhar antes. Vai ser o bebê mais esperto!
Certo? ERRADO!!!! O engatinhar é quase uma pós-graduação para seu bebê. O que ele aprender engatinhando vai servir para o resto da vida. Como a regra de três que a gente achava que não servia para nada mas usamos até  hoje.
Vamos por partes:
primeiro nosso intrépido bebê se equilibra em quatro apoios e leva o peso para as mãos e para os joelhos.Com esse movimento ele faz um belo trabalho de academia fortalecendo músculos dos membros, estimulando o crescimento e a calcificação dos ossos. E sem personal trainer! Esse processo dá estabilidade aos ombros e ao quadril para poder realizar tarefas mais complexas como ficar em pé , equilibrar-se para andar , carregar peso com as mãos. E como fazer tarefas manuais se o bebê tem um reflexo que faz com  que ela feche a mão ao contato com um objeto e não possa abri-la? Nesse ir e voltar em quatro apoios ele inibe o reflexo e aprende a abrir a mão e finalmente abri-la e fecha-la controlando-a  com sua própria vontade. Iniciou assim o caminho para movimentos mais complexos da mão, o que o diferencia de outros animais: o ser humano utiliza as mãos para trabalhar e modificar o mundo.
O passo seguinte será deslocar-se. Assim ele continua o processo de fortalecimento iniciado antes ,equilibração, controle motor mais complexo  e  desenvolvimento da  coordenação motora que o ajudará no resto da vida. O simples ir com um joelho e a mão contrária é um sofisticado mecanismo que lhe dará um andar harmônico, equilibrado e de proteção das articulações.
Já falamos na semana passada de como o engatinhar desenvolve as curvaturas da coluna permitindo resistência e flexibilidade da mesma.
Engatinhando o pequeno intrépido se lança à descoberta do mundo minimizando os riscos. Quando andar o mundo será mais conhecido para ele.
Com menos de um ano o bebê realiza tarefas  complexas. Colocaram atletas para passar um dia fazendo os mesmos movimentos do bebê e os atletas ficaram exaustos.
Seu bebê é um superatleta

quinta-feira, 5 de julho de 2012

DEIXA ELE ENGATINHAR!!!







E voltando às curvaturas da coluna nossa amiga Márcia nos sugeriu falar sobre o engatinhar,  quando elas se formaram. Quando nasce, pela posição no útero, o bebê tem a coluna em forma de C (como o parêntese que muita gente insiste em manter). Deitado sobre a barriga e depois reptando levanta a cabeça. Assim ele começa a descobrir o mundo e a formar a curvatura cervical ( no pescoço). Essa curvatura se desenvolve mais ao engatinhar quando o bebê olha  seu objetivo que está na frente e assim fortalece também os músculos do pescoço. A gravidade na posição de quatro apoios ajuda a formar a curvatura lombar .Quando o bebê estiver pronto para andar já terá as quatro curvaturas que lhe permitirão ter melhor mobilidade e ao mesmo tempo estabilidade protegendo a coluna de muitas lesões e dores na vida adulta: as curvaturas cervical e lombar, abertas para atrás e as torácica e sacral, abertas para frente.
Quando o bebê é estimulado a andar antes de engatinhar a coluna não está preparada para receber o peso e responder aos desafios da equilibração. O caminho está aberto para o mal posicionamento e futuros problemas da coluna . Fique tranquilo pai, seu filho vai andar! Engatinhar não é perda de tempo. Ele precisa desse  tempinho para aprimorar seu corpo e suas habilidades.
O engatinhar faz muito mais pelo bebê , não só curvaturas da coluna. Mas isto é tema para outro dia...

sexta-feira, 29 de junho de 2012

                                     Mães, filhos e postura...



ontem falávamos de mães-sargento-bem intencionadas. Mas agora eu sou a mãe. Como ficar calada vendo o filhote sentado como se fosse um parêntese! 
Calma!  podemos mudar o rumo da história, se não da nossa, a dos nossos filhos, alunos, sobrinhos...A mãe estava certa na avaliação e no cuidado de prevenção mas não sabia corrigir. Hoje podemos buscar orientação com fisioterapeutas para adequar o esporte às características da  criança ou adolescente , para a utilização mais correta de calçados, mochilas etc., ou mesmo para um tratamento postural mais precoce que possa evitar muitos  problemas no futuro.


quinta-feira, 28 de junho de 2012

você protege sua coluna?

                                                        você protege sua coluna?


Fica reta menina! e um dedo empurrava as costas até a menina-vítima ficar rígida como cabo de  vassoura, sem curvas, como deve ser! E assim que a mãe-sargento olhava para outro lado, o cabo virava linha e desmanchava com um suspiro: ombros enrolados para frente, cabeça para frente, barriga para fora. Hoje a não tão menina mas ainda vítima, com dores, pensa: "ai! se tivesse ouvido a mãe..." E procura sem êxito voltar ao cabo de vassoura.
Não precisa entrar em pânico nem fazer 20 anos de análise! A mãe tinha as melhores intenções mas estava equivocada: a coluna tem curvas e precisa movimentar-se. Tem gente com curvas mais acentuadas e gente com curvas menos acentuadas. Somos todos diferentes, mas precisamos das curvas para dar resistência e mobilidade à nossa coluna. Não existe uma única boa postura mas posturas adequadas para cada situação, para cada pessoa. 
Para proteger a coluna procure mudar constantemente de postura - não fique muito tempo na mesma posição . Se sentir dor, procure ajuda especializada. A coluna não deve doer. Sua dor "normal" é dor ou seja o sinal de que alguma coisa está funcionando mal. E não precisa ser assim.

quinta-feira, 21 de junho de 2012


Treinamento esportivo de crianças e jovens: preparar        para ganhar ou para uma boa saúde?

                                    

 Espanta ver nos meios de comunicação a apologia ao sofrimento dos atletas: uma jovem atleta declarou uma vez, com orgulho, que tinha dores fortes diariamente.A jornalista mostrou a atleta como um exemplo para a juventude. Vencer a qualquer custo: chamamos a isso saúde?! Têm esportes cujo treinamento não leva em consideração o grau de desenvolvimento motor da criança, acontecendo às vezes abusos sobre articulações, músculos e ligamentos . Pode ser o caso da lassidão ligamentar provocada por exercícios como a ginástica olímpica, que criam instabilidade articular. Essa instabilidade provocará por sua vez lesões dolorosas para a criança e  problemas articulares no futuro.

O esporte, incluído o competitivo,é muito positivo no desenvolvimento da criança atuando sobre a coordenação motora, equilíbrio, força muscular,socialização. Mas a finalidade competitiva não pode estar por cima da saúde. Respeitar os limites do corpo é parte do aprendizado.
  

Superar limites sim mas sem dor e sem lesão!

segunda-feira, 11 de junho de 2012


Contra o Alzheimer: movimento!





Risco de Alzheimer é 50% menor em idosos mais ativos que praticam exercícios, diz Michal Schneider Beeri neurocientista  na escola de Medicina da Hospital Mount Sinai, em Nova York e  diretora do centro de Neurociência do Hospital Sheba, em Tel. Aviv em reportagem de "O Globo" Caderno saúde e bem estar (27/05/2012).

Na entrevista a neurocientista afirma que:

1- estudar, ler, pensar, opinar, discutir diminuem as chances de desenvolver a doença.Jogos de computador estão incluído nesse rol de possibilidades para estimular  "a cabeça", mas é fundamental o equilíbrio.

2- atividades regulares ajudam a manter o coração e o sistema vascular saudáveis. Mesmo uma movimentação mais leve ajuda a prevenir a doença.
3-Exercícios físicos são ainda mais vantajosos porque exercitam o corpo e o cérebro. Atividades que estimulem a coordenação motora, a atenção, o equilíbrio e outras estratégias corporais, trabalham não só o corpo como também o cérebro.

Isso nos coloca na discussão sobre exercícios físicos para idosos que trabalham somente musculação e/ou alongamento. É necessário criar novas respostas  corporais que protejam contra quedas, melhorem a coordenação motora e ao mesmo tempo mantenham os músculos e articulações fortes e funcionais.Um movimento repetido isoladamente, sempre igual ,não exercita o cérebro e ao não criar novas possibilidades de movimento, empobrece também o corpo. 

  Resumindo,movimento tem que ser inteligente!!!




sexta-feira, 1 de junho de 2012





onde correr para evitar lesões

 Areia, asfalto, grama, trilhas de terra, esteira : onde é melhor correr?

                                                      

encontramos  um artigo interessante sobre  superfície de corrida com prós e contras . Abaixo colocamos um resumo , as nossas considerações e o link para quem se interessar no artigo.

http://www.mikeryanfitness.com/sports-medicine-article/avoid-running-injuries-by-running-on-the-right-surface/

Grama
prós:       superfície que absorve o impacto diminuindo o stress sobre os membros inferiores. irregularidades favorece o fortalecimento da  musculatura estabilizadora.

contras:   irregularidade do terreno pode levar a entorses de tornozelo

Trilhas de terra
prós:          terreno fácil que absorve o impacto. Imprevisibilidade estimula coordenação motora e equilíbrio.  Ambiente bom para o corpo e bom para a alma
contras:      desníveis de terreno podem levar a entorses de tornozelo. Terreno molhado pode facilitar quedas.

Pistas sintéticas 
prós:          pistas niveladas e estáveis permitem o controle da postura
contras:     permitem correr em alta velocidade levando  a dor de tornozelo,pernas e coluna lombar. Boas para o treinamento cardiovascular porém pobres na ativação da coordenação motora e dos músculos estabilizadores

Areia
prós:          maior absorção de forças com diminuição do stress sobre os membros. inferiores ; aumento do trabalho cardio-respiratório e do esforço muscular.
contras:     risco de lesão do tendão de aquiles . Desnível da superfície (um lado mais alto que outro) pode levar a lesões do quadril, coluna lombar e articulação sacro-ilíaca por excesso de apoio num lado.

Esteira
prós:          superfície lisa diminui os riscos
contras:      tendência a apoio com más força do pé criando mais impacto.A superfície pode ser dura absorvendo menos impacto (dependendo da esteira). Risco de queda

Asfalto
prós:          superfície mais rápida e sem obstáculos
contra:       não absorve impacto colocando muita tensão no corpo; favorece as fraturas por stress. Buracos no asfalto podem causar entorses de tornozelo.


Lamentamos informar que não existe superfície ideal para correr. Mas tem algumas formas de evitar o stress sobre articulações, músculos e ossos:

-corra cada vez em diferentes superfícies 
  
-descomprima as articulações antes e depois de correr espreguiçando suavemente. Alongamento não é aconselhado porque pode  desestabilizar as articulações. Musculação em excesso pode aumentar a compressão sobre suas articulações. Peça orientação ao seu fisioterapeuta ou treinador.

- se estiver acima de seu peso procure superfícies de maior absorção e alterne caminhadas com corridas. Em presença de obesidade não corra!

- não corra se estiver com dor! alguns dias de descanso podem evitar meses sem correr recuperando-se de uma lesão

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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Antiinflamatórios e Dor Articular

                            

O corpo reage a uma lesão articular com uma inflamação local, dores , contraturas ou hipotonias musculares. O que começa sendo um mecanismo de defesa acaba se convertendo em agressão que pode danificar a cartilagem e as estruturas ao seu redor. O médico receita então antiinflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares que além de controlar a inflamação ajudam a diminuir a dor. Mas a causa da lesão não foi resolvida e sem dor realizam-se movimentos que não seriam possíveis na presença dela e que por sua vez agravam a lesão. A dor tem uma função de proteção.Os antiinflamatórios devem ser usados somente com controle médico e pelo tempo que ele indicar. Durante esse período deve-se tomar muito cuidado com os movimentos e exercícios realizados. O alivio da dor deve ser aproveitado para avançar na melhora articular e muscular com técnicas apropriadas para cada caso.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Carro Pratyko: uma boa idéia  que não vem da China. Projetado e  feito no Brasil!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

EFEITOS DA OBESIDADE NO SISTEMA
        MÚSCULO-ESQUELÉTICO









Há evidências científicas de que a obesidade favorece o aparecimento de artrose nos membros inferiores, especialmente nos joelhos. E artrose significa dor e limitação de movimento.


Nas articulações, os ossos estão revestidos por uma cartilagem que os protege e serve como amortecedor, absorvendo impactos e evitando lesões. A cartilagem sofre desgaste devido ao uso e ao excesso de impacto. Existe um mecanismo de recuperação da cartilagem que repara os defeitos derivados de excesso de uso ou compressão. Mas, se a reparação não consegue superar o nível de desgaste, dão-se as condições para o surgimento da artrose. Obesidade e mal alinhamento esquelético são algumas das condições que prejudicam esse processo de reparação.


Quando existem distúrbios no alinhamento esquelético, o peso não é distribuído homogeneamente nas articulações, mas se concentra sobre pontos específicos, o que aumenta o desgaste articular. É o caso das pessoas que ficam em pé com os joelhos excessivamente juntos (genu valgum) ou excessivamente arqueados e separados (genu varum), provocando aumento de peso na região interna e externa do joelho respectivamente. A obesidade tende a exagerar esta tendência facilitando a lesão. Cada quilograma de aumento de massa corporal tem um impacto de 4kg no joelho. Um terço das cirurgias de prótese de joelho está relacionado com a obesidade.


É provável que aconteçam lesões de tendões, ligamentos e músculos devido ao aumento de massa corporal, em especial quando esta não está distribuída homogeneamente resultando em entorses, distensões, contraturas, quedas.


A coordenação motora e o equilíbrio também parecem ser alterados com a obesidade. Um estudo feito com crianças conclui que as crianças com sobrepeso ou obesas têm mais dificuldade em manter a postura durante exercícios de equilíbrio em pé ou sentado em relação às crianças com peso adequado. Outro estudo, feito em adultos, relata alterações no equilíbrio em obesos. Isto predispõe a quedas com a consequência de possíveis fraturas e entorses. Também gera insegurança que desestimula o exercício físico e a vida ativa.


A atividade física é recomendada nos tratamentos contra a obesidade. Corrida, musculação, andadas, alongamentos formam parte dos programas de exercitação. Mas essas atividades podem ser contraproducentes. Tomemos o caso da corrida: cada passada carrega os membros inferiores com 4 a 8 vezes o peso corporal. No indivíduo com peso normal, a cartilagem afina e após repouso volta a sua situação normal. Mas no caso de pessoas com sobrepeso, ocorre a situação descrita acima. onde a reposição é menor que o desgaste com conseqüente lesão da cartilagem e tendência à artrose. O mesmo acontece na marcha no indivíduo que apoia todo seu peso em cada passo com um golpe contra o chão. Começa assim um círculo vicioso de exercício-lesão-parada para recuperação com subsequente aumento da massa corporal e frustração.  É aconselhável recorrer a avaliação fisioterápica personalizada que indique os movimentos adequados para esse indivíduo de acordo com sua organização corporal.

Bemvindo/a ao blog da Academia da Coluna

Em breve vamos disponibilizar artigos, dicas, discussões sobre nosso corpo e como cuidar dele.Esperamos contar com você .

quinta-feira, 19 de abril de 2012

ALONGAR ou ESPREGUIÇAR?





 Como resultado de um longo reinado da musculação começaram a aparecer lesões . Tendinites, distensões musculares, dores articulares fizeram a festa. A solução encontrada foi o alongamento. O músculo alongado é mais eficiente na contração e protegeria as articulações. Mas não é isso que aconteceu! Surgiram novas lesões por excesso de alongamento ou por movimentos inadequados. Todos conhecemos alguém que se machucou na aula de alongamento. O quadro piorou com a ajudinha de outra pessoa para alongar que por sua vez ultrapassa os limites funcionais- o “alongador” não sente dor. Cria-se instabilidade articular, mais distensões e o caminho está aberto para lesões crônicas. 
Os músculos se alongam normalmente na vida diária. Ao movimentar-nos uns grupos musculares encurtam enquanto os opostos se alongam, permitindo o movimento. O alongamento mais comum e saudável é o espreguiçar que respeita os limites naturais (anatômicos e fisiológicos) de cada indivíduo. É a melhor forma de preparar o corpo para o movimento após algum tempo de inatividade. Uma espreguiçada suave ativa a circulação, favorecendo os tecidos que vão ser utilizados com melhor nutrição e remoção de resíduos. Equilibra a tensão muscular (tônus) e alonga as fibras musculares permitindo uma contração mais eficiente.  
Ao ultrapassar os limites provocamos lesões nas estruturas que estabilizam as articulações (ligamentos) e no próprio músculo. Muitas vezes essas lesões demoram meses para melhorar. Como saber o limite?
O alongamento não deve doer.  Dor é um mecanismo de proteção do nosso corpo. Ele avisa que temos algum agressor atuando. Dor é o corpo gritando para parar ou fugir antes da lesão acontecer.  Dor é sinal que ultrapassamos o limite e provocaremos lesão
A quantidade de alongamento é individual. Cada pessoa tem suas características, uns mais flexíveis, outros mais rígidos. Alguns precisam inibir certos alongamentos, outros estimulá-los, sempre de forma suave e continua.
O alongamento é pessoal. Ser alongado por outra pessoa é correr o risco de ultrapassar o limite. Geralmente o “alongador” começa a atuar quando se chega ao limite fisiológico do indivíduo. A resposta é dor. E lesão.